O pré-candidato ao Senado por Goiás, Gustavo Mendanha, defendeu nesta quarta-feira (2) que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), peça afastamento de suas funções. A declaração ocorre após a Polícia Federal revelar fatos sobre a relação do magistrado com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Mendanha afirmou que a saída temporária do ministro ajudaria a preservar a investigação, a imagem do STF e a confiança nas instituições. O pré-candidato disse que os fatos são graves e não devem ser tratados apenas como disputa política. Ele defendeu que a situação seja enfrentada pelo plenário da Corte com transparência.
Nesta semana, o ministro André Mendonça retirou o sigilo de relatórios e documentos obtidos por meio do celular de Vorcaro. Mendonça defendeu que os novos elementos sejam analisados pelo plenário do STF, e a Procuradoria-Geral da República (PGR) foi chamada para se manifestar sobre o material.
O pré-candidato argumentou que o Senado não deve aguardar a conclusão das discussões no tribunal para exercer suas atribuições. Atualmente, a Comissão de Assuntos Econômicos possui um grupo de trabalho criado para acompanhar as investigações do Banco Master, que já realizou reuniões com a Polícia Federal e o STF.
Segundo Mendanha, esse grupo deve ser reunido imediatamente para analisar os novos fatos, solicitar documentos e ouvir autoridades. Ele afirmou que o Senado pode buscar informações e acompanhar ramificações das investigações sem a necessidade de um pedido formal de impeachment.
Mendanha declarou que espera uma solução institucional antes de fevereiro de 2027. O pré-candidato afirmou que, caso seja eleito e a situação permaneça sem resposta, trabalhará para que os fatos sejam analisados e votará contra o ministro se houver crime de responsabilidade comprovado.


