O ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (31) que o governador Tarcísio de Freitas perdeu o comando da segurança pública e entregou o estado com a pior situação fiscal dos últimos 30 anos.
Haddad declarou que a gestão atual possui uma visão limitada sobre o crime organizado ao ignorar que a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) extrapola as fronteiras paulistas e possui repercussão internacional. Para sustentar a tese de perda de controle, o candidato citou crimes recentes cometidos por policiais militares, como estupros e roubos de carga.
O petista acusou o governo de desestruturar a cadeia de comando da Polícia Militar ao afastar oficiais experientes para implementar nomeações baseadas em critérios políticos e de compadrio. Como solução, propôs a criação de um gabinete antifacção com a participação de polícias estaduais, Polícia Federal e Receita Federal, além de apoio à PEC da Segurança.
Na área econômica, Haddad utilizou dados da Secretaria da Fazenda para afirmar que o caixa livre do estado despencou de R$ 22 bilhões para R$ 5 bilhões, transformando o superávit orçamentário em déficit. Ele prometeu realizar um “pente-fino” em contratos com a iniciativa privada para abrir espaço no orçamento, descartando a possibilidade de novos aumentos de impostos.
Questionado sobre as apostas online, o candidato responsabilizou a gestão de Jair Bolsonaro por omissão na regulamentação do setor durante quatro anos. Haddad argumentou que o ecossistema das “bets” drena até 0,5% do PIB brasileiro sem gerar empregos diretos e sugeriu consultar a população para rever a legislação vigente.
Sobre a economia nacional, o ex-ministro defendeu a previsão de superávit do governo Lula e criticou os juros reais do Banco Central, classificando o patamar atual como inadequado para a dinâmica da dívida pública brasileira.


