O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (10) que intensificará a parceria com o governo federal caso seja eleito, com foco na segurança pública. O ex-ministro da Fazenda defendeu a criação de um gabinete institucional para integrar polícias estaduais, a Polícia Federal (PF) e o Coaf.
Durante sabatina na emissora VTV, Haddad declarou que a cooperação federativa é a única solução para o combate a facções criminosas. Ele argumentou que o crime organizado opera em redes e que um governador não pode recusar o apoio de órgãos federais, como a Receita Federal e a PF, que respondem ao presidente da República.
O petista citou a Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025, como exemplo de sucesso. A ação, coordenada pela Receita Federal e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), desarticulou uma rede de lavagem de dinheiro e fraudes ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Haddad também criticou a gestão de Tarcísio de Freitas, candidato à reeleição, alegando que o atual governador não mantém canais de diálogo com prefeituras do interior. O candidato afirmou que pretende resgatar as reuniões de trabalho com os municípios para resolver problemas locais.
Estimativas indicam que Tarcísio de Freitas possui apoio em mais de 600 dos 645 municípios paulistas, o que representa cerca de 93% das cidades do estado.
Pesquisa Quaest divulgada na terça-feira (8) coloca Tarcísio com 42% das intenções de voto para o primeiro turno, enquanto Haddad aparece com 27%. Em um eventual segundo turno, o governador lidera com 48% contra 31% do candidato do PT. Brancos e nulos somam 13% e indecisos 14% no cenário de primeiro turno.


