O grupo rebelde Houthis, apoiado pelo Irã, lançou mísseis e drones contra alvos do setor de petróleo e bases militares na Arábia Saudita nesta terça-feira (8). A ofensiva deixou 73 civis feridos e ocorre durante a escalada de combates pelo controle de áreas próximas ao Estreito de Bab el-Mandeb, no sudoeste do Iêmen.
Os ataques atingiram o Aeroporto Internacional de Abha, a base Rei Khalid e instalações da petrolífera Aramco em Abha e Jizan. O porta-voz militar Yahya Saree afirmou que a operação de longo alcance foi uma resposta a 121 bombardeios realizados por Riad no Iêmen nos últimos três dias.
A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita informou que os disparos miraram locais civis e econômicos. Em comunicado, o governo saudita prometeu tomar todas as medidas necessárias para neutralizar a ameaça e responder à origem dos ataques.
A região é palco de disputas estratégicas, já que o Estreito de Bab el-Mandeb liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden. Com o fechamento do Estreito de Ormuz devido a conflitos entre Estados Unidos, Israel e Irã, a Arábia Saudita redirecionou a exportação de petróleo para portos a oeste, utilizando o Canal de Suez e o estreito controlado pelos rebeldes.
Na última quinta-feira, os Houthis iniciaram uma operação terrestre contra forças do governo iemenita na faixa litorânea. Segundo apuração de agências internacionais, os confrontos deixaram mais de 300 mortos entre militares e civis até domingo, enquanto a ONU relatou o deslocamento de cerca de 1,8 mil famílias.
A agência de notícias Saba, vinculada aos rebeldes, informou que forças sauditas bombardearam as províncias de Jawf, Al Bayda, Marib e Taiz. Entre os alvos estaria a prisão de Al Hazm, onde 11 pessoas morreram, incluindo uma criança.


