O governo da Hungria expulsou 10 diplomatas russos lotados em Budapeste nesta terça-feira (8) sob a acusação de realizarem atividades inaceitáveis. A medida baseia-se na Convenção de Viena e faz parte de um processo de transição política iniciado pelo primeiro-ministro Péter Magyar.
A decisão ocorre após a derrota de Viktor Orbán, que deixou o poder no dia 12 de abril depois de 16 anos no comando do país. O novo Executivo, liderado por Magyar, busca romper com o sistema de governo anterior, marcado por evidências de submissão ao Kremlin.
A expulsão dos membros da legação russa é o ponto central de uma mudança radical na política externa húngara. A medida reflete a pressão popular manifestada durante as celebrações da vitória eleitoral na capital, onde multidões pediram a saída dos russos.
A campanha eleitoral que levou Magyar ao cargo foi caracterizada por interferências de Moscou, segundo a apuração. O novo primeiro-ministro conservador agora implementa a transição para afastar a influência russa nas instituições do país.
Os diplomatas foram notificados de que suas condutas foram consideradas incompatíveis com as normas internacionais de representação diplomática. O governo não detalhou quais atividades específicas motivaram a saída dos 10 funcionários.


