O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou a Petrobras a perfurar três poços exploratórios na Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá. A decisão, assinada pelo presidente do órgão, Jair Schmitt, nesta quinta-feira (3), visa avaliar o volume de petróleo e a viabilidade econômica da região.
As novas perfurações ocorrerão no Bloco FZA-M-59, mesma área onde a estatal descobriu petróleo no Poço Morpho, localizado a 175 quilômetros da costa. Os empreendimentos autorizados são os poços Manga, PAD Morpho e Crotalus. A companhia deve apresentar um plano de perfuração atualizado ao órgão ambiental em até 30 dias.
Para operar, a Petrobras precisará implementar projetos de comunicação social, controle de poluição e monitoramento ambiental, além de um Plano de Prevenção e Controle de Espécies Exóticas. O Ibama proibiu a operação simultânea de unidades de perfuração e o descarte de cascalhos no mar em áreas de reservas principais ou reservatórios rasos com petróleo.
A exploração na Margem Equatorial é vista pelo governo federal e pela estatal como forma de repor as reservas do pré-sal, que devem declinar a partir de 2034. Atualmente, o pré-sal representa 80% da produção nacional. A estimativa do governo é que a área do Amapá possua potencial produtivo de ao menos 41 bilhões de barris de petróleo.
A produção brasileira deve atingir o pico de 5,3 milhões de barris por dia em 2030, mas a falta de novas fronteiras exploratórias poderia tornar o país importador de petróleo a partir de 2040. Caso a Petrobras confirme as condições comerciais para a extração após as pesquisas, será necessária uma nova licença do Ibama para iniciar a exploração.


