Cerca de 2 milhões de pessoas trabalhavam em plataformas digitais de serviços no Brasil em 2025, o que representa 1,9% de toda a população ocupada no período. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).
As plataformas digitais foram a principal ou única fonte de trabalho para 1,8 milhão de pessoas, correspondendo a 92,1% do total. Outras 182 mil pessoas utilizaram os aplicativos como meio secundário de renda. Para 28 mil trabalhadores, as ferramentas digitais serviram como atividade principal e secundária simultaneamente.
O levantamento indica que 84,4% dos profissionais do setor são homens e 15,6% são mulheres. A maior concentração etária está entre 25 e 39 anos, grupo que representa 47% dos plataformizados. Quanto à escolaridade, 62,5% possuem ensino médio completo ou superior incompleto.
Trabalhadores por conta própria somam 86,8% do grupo, enquanto empregadores e empregados do setor privado representam 4,5% e 8,1%, respectivamente. O IBGE informou que 38,8% dos profissionais atuam exclusivamente em uma única plataforma.
Sobre as motivações, 26,8% dos que têm a plataforma como trabalho principal citaram a flexibilidade de horários. Outros 24,6% declararam não ter encontrado outra vaga de emprego e 20,8% afirmaram que o rendimento é maior que em outras opções. Entre quem usa os apps como atividade secundária, 87,7% buscam complementar a renda.
Geograficamente, o Sudeste concentra 55,3% dos trabalhadores, totalizando 1,083 milhão de pessoas. O Nordeste registra 19,7%, seguido pelo Sul com 11,7%, Centro-Oeste com 7,3% e Norte com 6%.
Gustavo Geaquinto Fontes, analista do IBGE, afirmou que as plataformas oferecem oportunidades de renda e redução de custos para empresas, mas representam um desafio para as condições de trabalho. Em 2022, o número de pessoas que tinham os aplicativos como principal fonte de trabalho era de 1,3 milhão.


