O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o pregão desta quarta-feira (2) com alta de 3,05%, fechando aos 185.205,09 pontos. Esta é a maior valorização diária desde 23 de março, quando a Bolsa avançou 3,24%, segundo levantamento da Elos Ayta.
O resultado marca o maior nível de fechamento do índice desde 6 de maio, data em que terminou aos 187.691 pontos. O movimento recupera perdas recentes, como a sequência de 11 quedas consecutivas entre 3 e 18 de agosto, período em que o índice recuou 6,55% e atingiu os 166.335 pontos.
Entre 18 de agosto e 2 de setembro, o Ibovespa acumulou alta de 11,34%. A subida desta quarta-feira foi disseminada pela carteira, com destaque para MGLU3, que liderou os ganhos com alta de 16,88%, seguida por Vamos (VAMO3), com 16,11%, e Azzas (AZZA3), com 11,28%.
Apenas três ações fecharam no campo negativo: Cosan (CSAN3) recuou 4,53%, Rumo (RAIL3) caiu 4,18% e Totvs (TOTS3) baixou 0,71%. A amplitude da alta indica que a recuperação não se concentrou apenas nas empresas de maior peso no índice.
O economista e sócio-fundador da Boa Brasil Capital, Marcos Bassani, afirmou que a pesquisa Quaest, ao mostrar o senador Flávio Bolsonaro (PL) se aproximando de Lula (PT), ajudou a impulsionar o mercado. Segundo Bassani, investidores interpretam a possibilidade de troca de governo como sinal de política econômica mais ortodoxa e queda de juros.
Bassani explicou que o mercado está precificando o cenário político antes da eleição. Ele informou que, se as próximas pesquisas indicarem disputa mais acirrada, o movimento de alta pode continuar devido à antecipação de mudanças políticas e econômicas.


