O Ibovespa fechou nesta quarta-feira (2) aos 185.205 pontos, com alta de 3,05%, completando a 11ª sessão consecutiva de valorização. O movimento coloca o índice novamente no radar da máxima histórica de 199.354 pontos, impulsionado pela melhora do fluxo de capital estrangeiro e pela valorização de ações de alta liquidez.
A recuperação do índice é liderada pelas chamadas blue chips, empresas maiores e com maior volume de negociação. Segundo Rafael Perretti, economista e analista da Clear, investidores internacionais priorizam papéis líquidos para montar e desmontar posições. Setores de mineração, petróleo, energia e bancos são os principais beneficiados, com destaque para a Vale, Petrobras e Banco do Brasil, que subiu 5,54% no último pregão.
Paralelamente ao fluxo externo, a queda nos contratos de juros futuros e a valorização do real podem expandir a alta para outros setores. André Moraes, chairman da BFR Investimentos, afirmou que a continuidade desse movimento favorece empresas sensíveis ao custo do crédito, como varejistas, construtoras e administradoras de shopping centers.
Empresas estatais também apresentam volatilidade devido ao cenário político. Moraes explicou que Petrobras e Banco do Brasil podem ganhar espaço conforme o mercado precifica expectativas para a política econômica a partir de 2027, embora respondam intensamente a novas pesquisas eleitorais.
A valorização de small caps, empresas de menor porte, dependeria de uma tendência de alta mais prolongada. Perretti informou que esses papéis seguem descontados, mas são mais voláteis e dependentes de uma melhora consistente no ambiente doméstico para atrair capital.
A manutenção do rali depende agora da estabilidade da curva de juros, do comportamento dos juros nos Estados Unidos e da política fiscal brasileira. Perretti classificou o endividamento público como o fator decisivo para que o capital estrangeiro permaneça no país a longo prazo.


