A agência de imigração dos Estados Unidos, o ICE, prendeu mais de 2.100 imigrantes na cidade de Nova York, Long Island e Hudson Valley no último mês. O balanço foi anunciado nesta terça-feira (1º) pelo secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, no âmbito da Operação Maçã Podre, realizada entre 27 de julho e 29 de agosto.
Mullin, ex-senador que assumiu o cargo em março, afirmou que o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, se recusa a trabalhar com as autoridades federais e reduz o orçamento da polícia. O secretário declarou que políticos de cidades-santuário não impedirão as ações do governo federal e que a cooperação local é a melhor opção para a segurança do país.
O prefeito Mamdani retomou o status de cidade-santuário ao assumir o posto no início do ano, instruindo as forças de segurança locais a não compartilharem informações sobre imigrantes com o ICE. A gestão municipal defende que o conceito de nova-iorquino inclua todos os residentes, inclusive aqueles que aguardam resposta a pedidos de asilo.
O diretor do ICE em Nova York, Ken Genalo, relacionou a necessidade de cooperação entre as esferas governamentais à proximidade dos 25 anos dos atentados de 11 de Setembro, que completam a data na próxima semana. No mandato atual, Mamdani propôs a redução de US$ 22 milhões no orçamento da polícia, que é de US$ 6,4 bilhões, e cancelou a contratação de 5.000 agentes.
A governadora de Nova York, Kathy Hochul, afirmou que o governo de Donald Trump cortou US$ 87 milhões do financiamento contra o terrorismo do estado, verba proveniente da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências. Hochul disse que o estado continua sendo o alvo terrorista número um do país e pediu a retomada do financiamento de operações de inteligência.
Mamdani, que participou do discurso com a governadora, disse que o governo federal está aterrorizando imigrantes e destruindo a possibilidade de que eles vivam e trabalhem na cidade. O prefeito defendeu a expansão do status de proteção temporária (TPS), benefício que Trump derrubou para 13 países, incluindo Venezuela e Haiti.


