A população mundial com 65 anos ou mais passou a ser maior do que a de crianças de até cinco anos em 2023. Os dados constam no relatório An Aging World: 2025, divulgado pelo Departamento de Censo dos Estados Unidos, e indicam que a participação de idosos no total global subiu de 10,5% para 19,6%.
A mudança ocorre em paralelo à queda da taxa de fecundidade. Em 2023, mais de 71% da população do mundo vivia em sociedades com taxa de fecundidade igual ou inferior a 2,1 filhos por mulher, nível considerado de reposição. Em 2013, esse percentual era de 45%.
A China registrou 1,06 filho por mulher em 2023. A Índia também ficou abaixo da marca de 2,1 filhos em 2022, conforme aponta o documento.
Ásia, América Latina e Caribe são as regiões com previsão de envelhecimento mais rápido. Nesses dois blocos, a parcela de pessoas com 65 anos ou mais deve saltar de 10,2% em 2025 para 23,4% em 2060. A Europa segue como a região mais envelhecida, com projeção de alta de 21% para 30,8%.
Atualmente, o Japão possui a população mais idosa entre países e áreas com ao menos um milhão de habitantes, com 29,7%. Na sequência estão Alemanha, com 24,1%, Grécia e Itália, ambos com 24%, e Finlândia, com 23,8%.
A Coreia do Sul deve assumir a liderança em 2060, quando 41% de seus habitantes serão idosos. Taiwan (39,3%), Japão (38,8%) e Hong Kong (38,7%) aparecem logo depois.
O relatório estima que 132 países ou áreas terão ao menos 21% de população com 65 anos ou mais em 2060. Em 2025, esse número era de 33.


