Uma formação vegetal de aproximadamente 10 mil metros quadrados surgiu e desapareceu em diferentes pontos do Lago Williston, na Colúmbia Britânica, no Canadá. A estrutura, identificada por imagens de satélite e relatos de moradores, desloca-se pelo reservatório e por cursos d’água conectados, como o rio Ospika.
O fenômeno foi registrado por Rocky Avery, navegador e morador da região, que descreveu a formação como uma espécie de jangada coberta por árvores, galhos e plantas. Imagens do satélite Sentinel-2, da Agência Espacial Europeia, confirmaram a presença da área verde em 21 de julho, mas a estrutura não constava em registros feitos no dia 5 de agosto.
A BC Hydro, empresa responsável pela operação do reservatório e de uma barragem próxima, informou que a ilha foi localizada novamente na noite de 31 de agosto. A formação estava a cerca de 32 quilômetros do ponto onde havia sido vista anteriormente.
Bob Gammer, porta-voz da BC Hydro, explicou que a ilha é composta por troncos e detritos de madeira acumulados ao longo de anos em áreas protegidas da margem. Com a decomposição do material, a vegetação cresceu sobre a superfície, criando uma estrutura flutuante coesa.
O nível do Lago Williston está no ponto mais alto dos últimos 14 anos. Segundo Gammer, essa condição pode ter contribuído para desprender o material da costa e permitir que a formação flutue livremente pelo reservatório.
Embora a estrutura não represente risco para a barragem, ela pode ser perigosa para pescadores e navegadores por não estar sinalizada. O Lago Williston é o maior corpo de água doce da Colúmbia Britânica e um dos maiores reservatórios artificiais do mundo em volume.


