A indústria de carne bovina do Brasil trabalha para retomar as exportações para a União Europeia após o bloco confirmar que suspenderá as importações do produto a partir de 3 de setembro. A decisão ocorre porque o país não garantiu o cumprimento de normas sobre o uso de substâncias antimicrobianas, informou a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) nesta quarta-feira (2).
A retirada do Brasil da lista de países aptos a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco foi divulgada inicialmente em maio. O Ministério da Agricultura já apresentou garantias oficiais, mas a suspensão foi confirmada na véspera.
Para tentar reverter a situação, a cadeia de carne bovina brasileira executa um protocolo privado de controle sobre o uso de antimicrobianos. O sistema foi desenvolvido em parceria com outras entidades do setor, segundo a Abiec.
A associação explicou que a exigência é um requisito regulatório de mercado estabelecido pelo bloco para seus fornecedores. A medida não altera a qualidade, a segurança ou o status sanitário da carne bovina produzida no Brasil.
A UE é considerada um mercado estratégico para o segmento. A Abiec afirmou que não existe substituição automática de compradores, pois diferentes destinos demandam cortes e produtos distintos.
A entidade informou que acompanha as negociações conduzidas pelo governo e fornece subsídios técnicos para que o fluxo comercial seja restabelecido no menor prazo possível.


