A atividade industrial dos Estados Unidos apresentou desaceleração em agosto, com o Índice de Gerentes de Compras (PMI) do setor manufatureiro caindo para 54,6, segundo dados divulgado nesta terça-feira (1º) pelo Instituto de Gestão de Suprimentos (ISM). O resultado ficou abaixo da projeção de economistas, que previam 55,2.
O índice recuou em comparação aos 55,6 registrados em julho, marca que havia sido a maior desde maio de 2022. Apesar da queda, o valor permanece acima do limite de 50, o que indica que o setor manufatureiro, responsável por 9,4% da economia do país, ainda está em fase de crescimento.
A retração foi impulsionada pela diminuição de novas encomendas, cujo índice caiu para 53,7, contra 56,7 no mês anterior. A apuração indica que parte desse movimento reflete o fim do impulso de empresas que anteciparam pedidos para evitar a escassez e a alta de preços causadas por conflitos entre Estados Unidos, Israel e Irã.
O indicador de emprego nas fábricas também recuou, passando de 52,8 em julho para 51,2 em agosto. No entanto, a expansão da inteligência artificial continua a impulsionar o setor. Há a expectativa de nova aceleração com a reposição de estoques, que vêm diminuindo há cinco trimestres consecutivos, a sequência mais longa desde a Grande Recessão.
As pressões nas cadeias de suprimentos persistiram, com o índice de entregas dos fornecedores subindo para 59,3, sinalizando maior lentidão. O indicador de preços pagos pelos insumos manteve-se em 71,1, sugerindo que a inflação na porta da fábrica pode permanecer acima da meta de 2% do Federal Reserve por um período prolongado.


