A inflação da baixa renda, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), caiu 0,32% em agosto, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado iguala a deflação registrada no mesmo período pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
No acumulado de 2026, o INPC avançou 3,17%. Em 12 meses, a taxa atingiu 3,98%, valor inferior aos 4,10% registrados no período correspondente do ano anterior. Em agosto de 2025, o índice havia recuado 0,21%.
Os produtos alimentícios tiveram deflação de 0,34% em agosto, após recuo de 0,74% em julho. Já os itens não alimentícios caíram 0,31%, revertendo a alta de 0,23% do mês anterior.
Curitiba apresentou a maior deflação entre as áreas pesquisadas, com queda de 0,67%. O índice local foi impactado pelo recuo de 7,68% na energia elétrica residencial e de 4,83% em emplacamento e licença. Em Fortaleza, a inflação caiu 0,03%, com alta de 16,41% no cigarro e de 1,63% nos cursos regulares.
O indicador do IBGE monitora famílias com renda de um a cinco salários mínimos, cujo responsável é assalariado. O número serve como referência para negociações salariais e reajustes de benefícios, como pensões e aposentadorias.
A pesquisa abrange 10 regiões metropolitanas e as cidades de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília. Para o cálculo de agosto, o órgão comparou preços coletados entre 31 de julho e 31 de agosto com os valores vigentes de 1º a 30 de julho de 2026.

