O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontou, em boletim divulgado nesta terça-feira (1º), que existe 90% de probabilidade de o fenômeno El Niño atingir intensidade forte entre setembro e dezembro. A projeção indica temperaturas acima da média em quase todo o território nacional e riscos de seca severa no Norte e Nordeste.
A Região Sul, com destaque para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, deve registrar volumes de chuva acima das médias históricas. No Paraná, a tendência de precipitações intensas concentra-se no Sudoeste, na Serra do Mar, no Litoral e na Região Metropolitana de Curitiba. O Inmet alertou que o cenário pode provocar novas inundações, cheias em rios e prejuízos nas colheitas agrícolas.
No Norte e Nordeste, a tendência é de chuvas abaixo da média. Na Amazônia, espera-se um atraso no início do período chuvoso no centro e sul da floresta. A redução das chuvas deve atingir Amazonas, Acre, Roraima, Amapá, Pará e partes de Rondônia e Tocantins. O Nordeste enfrentará baixas taxas de umidade e altas temperaturas, exceto no litoral entre Pernambuco e Bahia, onde as chuvas seguem favoráveis em setembro.
As regiões Centro-Oeste e Sudeste apresentam padrões divididos. São Paulo e Mato Grosso do Sul tendem a ter chuvas acima do esperado. Já em Minas Gerais, Espírito Santo, Norte de Goiás e Mato Grosso, prevalece a probabilidade de tempo quente e seco. O boletim indica que a seca nessas áreas pode apresentar melhora em novembro.
A combinação de calor e estiagem prolongada nas regiões central e norte do país aumenta o potencial de propagação de focos de fogo. O instituto informou que o risco de queimadas é maior caso o início da estação chuvosa atrase, cenário considerado provável.
O Inmet explicou que a intensidade do fenômeno não garante impactos mais severos, mas eleva a probabilidade de ocorrências extremas. O órgão reforçou a necessidade de monitoramento para identificar áreas vulneráveis a ondas de calor e inundações.


