Investidores reduziram as apostas na queda de ações brasileiras após a recuperação do Ibovespa nas últimas semanas. As posições vendidas em aberto recuaram 10,5%, totalizando R$ 121 bilhões, segundo o relatório XP Short Scout divulgado nesta quarta-feira (9), com dados consolidados até o fechamento de 4 de setembro.
O short interest, que mede a proporção de ações em posições vendidas, caiu 0,7 ponto percentual, atingindo 6,5% entre os papéis do índice. O movimento acompanha a alta do Ibovespa, que saiu de 166.336 pontos em 19 de agosto para 185.147,15 pontos em 4 de setembro, um avanço de 11,3%.
O Bank of America elevou a recomendação para as ações brasileiras em relatório divulgado na terça-feira (8). A instituição apontou a melhora dos fluxos e a redução das posições vendidas no mercado local como fatores favoráveis ao cenário atual.
A redução não foi uniforme. Caixa Seguridade, MRV, Magazine Luiza, Hapvida e Minerva registraram algumas das maiores quedas no short interest em relação ao free float nas últimas duas semanas. Em termos de valor financeiro, houve recuos relevantes em papéis da Eneva, Eucatex, Usiminas, Caixa Seguridade e Trisul.
Apesar da tendência geral, as Casas Bahia lideram o ranking de posições vendidas, com 30% do free float. Outras empresas com short interest acima de 19,5% incluem Minerva, SLC Agrícola, Boa Safra, 3tentos, Taesa, Ânima, JHSF, Grendene e Raízen. A Natura registrou a maior taxa de aluguel de ações, em 64,6%.
Alguns ativos registraram movimento contrário. A Ser Educacional teve alta de 11,9 pontos percentuais no short interest em 14 dias, chegando a 15,5%. Na Motiva, o avanço foi de 6,7 pontos percentuais, elevando o estoque financeiro das posições vendidas para R$ 1,75 bilhão no mesmo período.


