O Irã atacou bases militares dos Estados Unidos na Jordânia, Iraque e Bahrein nesta quarta-feira (2), em resposta a uma nova ofensiva aérea de Washington. A operação retaliatória com mísseis e drones ocorreu após o Comando Central Leste (Centcom) anunciar o fim de ataques a sistemas de radar e defesa aérea no território iraniano.
A Guarda Revolucionária, braço ideológico do exército iraniano, assumiu a responsabilidade pelos disparos. O exército da Jordânia informou ter destruído dez mísseis, enquanto outros três caíram em áreas não povoadas sem deixar feridos. O Kuwait e o Bahrein também relataram ser alvos de drones e mísseis, com sirenes de alerta soando em Teerã nesta manhã.
O presidente Donald Trump afirmou, via Truth Social, que qualquer resposta do Irã ao ataque americano, classificado por ele como justificado, resultará em novos golpes com maior intensidade. Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do Comando Militar Central do Irã, prometeu respostas mais amplas caso os Estados Unidos ou aliados mantenham as ofensivas.
No sul do Irã, a televisão estatal confirmou explosões perto do porto de Bandar Abbas e nas ilhas de Qeshm e Lavan. O Crescente Vermelho Iraniano relatou a morte de quatro pessoas, incluindo uma criança, e 50 feridos durante um casamento atingido pelos bombardeios americanos nesta terça-feira (1).
A crise impactou o mercado global de energia. O petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) ultrapassou US$ 90 por barril, marca não atingida desde julho, e o gás europeu chegou ao preço mais alto em mais de três anos. Dois petroleiros também foram atingidos por projéteis de origem desconhecida no Estreito de Ormuz.
No campo diplomático, o governo de Keiko Fujimori anunciou o rompimento de relações entre Peru e Irã. O Ministério das Relações Exteriores peruano criticou a incitação a conflitos no Oriente Médio e as restrições ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. A decisão ocorre após o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, pedir a retomada de negociações diplomáticas com Washington.


