O Irã intensificou, nesta quarta-feira (2), ataques de retaliação contra bases militares dos Estados Unidos na Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Bahrein e na região autônoma curda do Iraque. A ofensiva responde a uma nova campanha de bombardeios americana que, segundo o Exército iraniano, causou 18 mortes.
A Guarda Revolucionária informou que as ações incluíram um ataque coordenado com mísseis e drones contra bases em Erbil, no Curdistão iraquiano, destruindo armazéns e um sistema de vigilância. Um campo de treinamento de fuzileiros navais americanos no Golfo de Aqaba, na Jordânia, também foi atingido por mísseis balísticos.
Um ataque americano contra um casamento em Sirik, no sul do Irã, deixou quatro mortos, incluindo uma criança, e mais de 50 feridos nesta terça-feira (1), segundo o Crescente Vermelho iraniano. O negociador Mohammad Bagher Ghalibaf chamou os Estados Unidos de “Satã” em publicação na rede social X, citando massacres de crianças em escolas e ginásios.
O porta-voz do Comando Central (CENTCOM), Tim Hawkins, afirmou que as Forças Armadas dos Estados Unidos não atacam civis. O presidente Donald Trump declarou que as operações de domingo foram uma represália a tentativas iranianas de instalar minas navais e ao lançamento de oito mísseis contra a base militar na Jordânia.
A agência oficial IRNA relatou a morte de sete pessoas e oito feridos na província de Khuzestan. A Guarda Revolucionária confirmou a morte de quatro membros da força aeroespacial em Kermanshah e de três paramilitares na ilha de Lavan. Dois petroleiros também sofreram incêndios após colisões com minas no Golfo.
O conflito teve início no fim de fevereiro com ofensivas americana e israelense que mataram o aiatolá Ali Khamenei. Desde então, os Estados Unidos mantêm um bloqueio naval aos portos iranianos. O tráfego comercial no Estreito de Ormuz, por onde passavam 20% do consumo mundial de petróleo e gás antes da guerra, opera em níveis mínimos.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou nesta terça-feira (1) que responderá a qualquer iniciativa de Washington para retomar um acordo que possibilite o fim do conflito.


