O Irã lançou mísseis balísticos contra cinco bases americanas no Bahrein, Kuwait e Jordânia, além de estruturas no Iraque, nesta terça-feira (1º). A ação ocorreu horas depois de os Estados Unidos bombardearem dois navios-tanque ligados à Guarda Revolucionária iraniana no Estreito de Hormuz, elevando a tensão militar no Oriente Médio.
Governos dos países atingidos informaram que os mísseis foram interceptados antes de alcançarem os principais alvos. A operação americana utilizou drones para atacar as salas de máquinas de duas embarcações próximas à costa. Segundo os Estados Unidos, a estimativa é que 100 alvos militares tenham sido atingidos ao longo de 480 quilômetros do litoral do Estreito de Hormuz.
A escalada provocou vítimas no Irã, onde um ataque atingiu uma residência durante uma festa de casamento na província de Hormozgan. Cinco pessoas morreram, incluindo uma criança, e outras 68 ficaram feridas. O episódio aconteceu simultaneamente à sequência de ataques americanos contra alvos iranianos.
O impacto imediato foi sentido no transporte marítimo e no mercado financeiro. Apenas quatro embarcações atravessaram o Estreito de Hormuz na terça-feira, contra a média de 13 navios dos 13 dias anteriores. O petróleo Brent registrou alta de aproximadamente 4%, atingindo a marca de US$ 94 por barril.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que a estratégia visa sufocar a economia do Irã. O presidente Donald Trump declarou que não pretende retomar negociações de paz no momento e defendeu que a população iraniana se revolte contra o regime. A Casa Branca exige a entrega do estoque de urânio enriquecido e o fim do programa nuclear de Teerã.
Os confrontos ocorrem após o fracasso de um acordo de cessar-fogo mediado pelo Paquistão, que expirou em 17 de agosto sem solução definitiva. Desde então, as tensões cresceram em torno de questões militares e do programa nuclear iraniano, que rejeita as condições impostas por Washington.


