O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou neste domingo (6) que o país responderá de forma mais rápida e intensa às ofensivas dos Estados Unidos. A declaração ocorreu horas depois de Teerã atacar navios de guerra americanos em represália a bombardeios contra petroleiros iranianos no Estreito de Ormuz.
Ghalibaf declarou, em discurso transmitido pela imprensa estatal, que a era das respostas proporcionais terminou e que qualquer agressão contra a segurança do Irã receberá uma resposta mais dolorosa. As hostilidades foram retomadas no dia 30 de agosto, quando as Forças Armadas dos Estados Unidos bombardearam infraestruturas iranianas.
Neste domingo, a Guarda Revolucionária do Irã informou ter atingido uma embarcação teleguiada americana que tentava entrar na zona protegida de Ormuz. A corporação também afirmou ter atacado três petroleiros em travessias não autorizadas e três embarcações americanas em outras áreas.
No sábado, o comando militar dos Estados Unidos detalhou ataques a três petroleiros iranianos, localizados próximos à ilha de Khark, ao sul do Estreito de Ormuz e no Golfo de Omã. O exército americano informou que a ação ocorreu após um porta-aviões e um destróier evitarem múltiplos ataques iranianos. Brad Cooper, titular do Comando Central dos Estados Unidos para o Oriente Médio (Centcom), afirmou que o país atacará três navios iranianos para cada dois atacados.
O Irã mantém bloqueio do Estreito de Ormuz, enquanto os Estados Unidos impuseram bloqueio aos portos iranianos. O presidente Donald Trump afirmou na sexta-feira que realiza apenas bombardeios pontuais e que prefere concentrar-se em uma guerra econômica contra Teerã, visando as eleições de meio de mandato em novembro.
O conflito, iniciado em 28 de fevereiro por ataques israelenses e americanos, expandiu-se para outras frentes. No Líbano, ataques israelenses neste domingo mataram quatro pessoas, incluindo duas mulheres, e feriram 20 no sul do país, segundo o Ministério da Saúde. O exército israelense disse ter respondido ao lançamento de dois drones do Hezbollah.
No Iêmen, confrontos entre forças governamentais e rebeldes huthis, apoiados pelo Irã, deixaram quase 200 mortos desde a última quinta-feira.


