Os irmãos Alécio Soares Silva e Alessandro Soares Silva foram presos nesta terça-feira (1), em uma propriedade rural de Morrinhos, no Sul de Goiás. Eles são suspeitos de comandar um esquema de sonegação de impostos que causou prejuízo de R$ 45,6 milhões aos cofres públicos entre 2016 e 2019.
A ação cumpriu quatro mandados de busca em Goiânia e Morrinhos, resultando na apreensão de armas longas, munições, veículos, celulares e documentos. Alécio estava foragido desde abril, com prisão preventiva decretada pela Justiça do Distrito Federal.
Segundo a Secretaria da Economia, o grupo utilizava empresas satélites para vender medicamentos sem o recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A estratégia servia para dificultar a fiscalização e evitar que o patrimônio fosse penhorado enquanto outras pessoas jurídicas mantinham as operações comerciais.
Auditores fiscais encaminharam ao Ministério Público documentos com indícios de crimes contra a ordem tributária. Para evitar a ocultação de valores, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias, imóveis e veículos dos investigados, totalizando o montante de R$ 45,6 milhões.
Alécio Soares Silva também é acusado de liderar uma organização criminosa que receptava medicamentos de alto custo, como Venclexta e Tagrisso, usados no tratamento de câncer. De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, os produtos eram furtados de distribuidoras e revendidos com notas fiscais de empresas de fachada, com preços unitários entre R$ 32 mil e R$ 40 mil.
A defesa de Alessandro Soares Silva, por meio dos advogados Rodrigo Lustosa e Matheus Moreira Borges, informou que pedirá a revogação da prisão. Os advogados alegam que o crime não envolveu violência e citam a proibição constitucional de prisão por dívida. O Cira-GO rebateu, afirmando que a investigação trata de crimes tributários e ocultação de patrimônio.
A defesa de Alécio não se manifestou publicamente até a última atualização.


