A janela de transferências pós-Copa do Mundo de 2026 movimentou US$ 9,89 bilhões (R$ 50,4 bilhões), o maior valor já registrado no futebol. Os dados, divulgados pela Fifa nesta quinta-feira (3), indicam um crescimento de 1,5% em comparação ao mesmo período de 2025, com a conclusão de 11.968 transferências.
A operação financeira mais alta do período foi a venda do argentino Enzo Fernández, que saiu do Chelsea para o Manchester City por US$ 169 milhões (R$ 871,8 milhões). No momento da divulgação do relatório, outras 607 negociações ainda aguardavam conclusão.
A Europa concentrou os principais fluxos, com destaque para Inglaterra, Espanha, Portugal, França e Alemanha como os países que mais contrataram atletas estrangeiros. O Brasil ocupou a quinta posição entre os maiores exportadores de jogadores.
O futebol brasileiro encerrou a janela com superávit de US$ 85 milhões (R$ 431,5 milhões). Os clubes do país venderam 525 atletas por US$ 212 milhões (R$ 1,08 bilhão) e contrataram 318 jogadores por US$ 127 milhões (R$ 648,5 milhões). O resultado é inferior ao de 2025, quando a arrecadação com exportações foi de US$ 460 milhões (R$ 2,3 bilhões).
Portugal foi o principal destino dos brasileiros, recebendo 117 atletas, cerca de 20% do total. Em termos financeiros, a Inglaterra foi quem mais pagou por jogadores do Brasil, com US$ 57,3 milhões. O país lusitano também liderou a origem de contratações feitas por clubes brasileiros, com 67 jogadores.
Os clubes do Brasil investiram US$ 40,2 milhões em transferências pagas a argentinos, o maior valor destinado a um único país. Na sequência estão Inglaterra, com US$ 22,1 milhões, Estados Unidos, com US$ 19,2 milhões, Portugal, com US$ 8,85 milhões, e Bélgica, com US$ 6,5 milhões.


