A jornalista, escritora e ativista Gloria Steinem morreu nesta quarta-feira (2), aos 92 anos, em sua casa em Nova York. A notícia foi divulgada pelas redes sociais da fundação criada por ela, que não informou a causa do óbito, mas afirmou que a morte ocorreu de forma pacífica.
Steinem foi uma das figuras centrais do feminismo global, atuando no projeto político e cultural do movimento a partir dos anos 1960. Integrante da chamada segunda onda do feminismo, ela utilizou o jornalismo para pautar temas que eram tabus na época, como a igualdade entre homens e mulheres e os direitos reprodutivos.
Nascida em 1934 em Toledo, no estado de Ohio, a americana iniciou a trajetória profissional no jornalismo. Ganhou notoriedade por meio de reportagens investigativas e escreveu obras como o livro “Minha Vida na Estrada”, no qual relata suas vivências como viajante e porta-voz da causa feminista.
Em comunicado, a Fundação Gloria afirmou que a ativista trabalhou pela igualdade até o fim da vida. O texto descreve Steinem como alguém de espírito independente, curiosidade e senso de humor, destacando sua capacidade de ouvir e dar visibilidade a outras pessoas.
A fundação solicitou que as pessoas que desejarem prestar homenagens façam doações para a instituição em vez de enviar flores.


