A jornalista e ativista feminista americana Gloria Steinem morreu aos 92 anos nesta quinta-feira (3), em sua casa em Nova York. A notícia foi divulgada pela Gloria’s Foundation em um comunicado publicado no Instagram, que informou que a morte ocorreu de forma pacífica, mas não detalhou a causa do óbito.
A ex-secretária de Estado Hillary Clinton afirmou que Steinem foi uma pioneira que abriu portas para milhões de mulheres e que seu ativismo era baseado no otimismo. Nancy Pelosi, primeira mulher a presidir a Câmara dos Representantes dos EUA, descreveu a jornalista como uma figura destemida que transformou a luta pela igualdade no país.
Steinem iniciou a carreira no começo dos anos 1960. Em um de seus primeiros trabalhos, infiltrou-se no clube Playboy para escrever sobre o sexismo enfrentado pelas garçonetes. Na década de 1970, fundou a revista Ms. e o National Women’s Political Caucus, além de organizar a primeira Conferência Nacional de Mulheres em Houston.
A trajetória da ativista foi marcada pela defesa dos direitos reprodutivos. Em 2022, após a Suprema Corte dos EUA revogar a decisão Roe vs. Wade, Steinem declarou que a proibição do aborto não elimina a necessidade do procedimento, apenas retira a segurança. Na ocasião, pediu que as mulheres se organizassem.
Nascida em 25 de março de 1934, em Ohio, Steinem enfrentou um câncer de mama nos anos 1980. Casou-se aos 66 anos com o empresário David Bale, que morreu três anos depois devido a um tumor cerebral. A jornalista não teve filhos.
Homenagens com buquês de flores foram deixadas por admiradores em frente ao prédio onde ela morava, em Manhattan. A fundação de Steinem declarou que ela trabalhou pela igualdade até o fim e manteve um espírito independente e curioso durante seus quase 100 anos de vida.


