Repórteres que cobrem a situação migratória em Ceuta enfrentam agressões físicas, insultos e intimidações diárias. Os ataques ocorrem principalmente durante manifestações na cidade autônoma, onde profissionais são alvo de violência por utilizarem equipamentos de filmagem ou por trabalharem para veículos de comunicação específicos.
Alguns dos episódios foram registrados pelos próprios jornalistas enquanto realizavam transmissões ao vivo. Nas imagens, manifestantes interrompem as entradas para impedir a continuidade do trabalho informativo.
As agressões variam entre golpes e ofensas verbais. Os manifestantes utilizam termos como “traidores”, “manipuladores” e “vendidos” para atacar os profissionais de imprensa.
Segundo a apuração, os moradores que protestam nas ruas justificam a violência alegando que a cobertura jornalística não reflete a realidade local de Ceuta.
As intimidações ocorrem em um cenário de instabilidade na cidade, que registra diversas manifestações desde que houve o passo massivo de migrantes pela região.


