Um juiz de Utah, nos Estados Unidos, determinou nesta terça-feira (1º) que Tyler Robinson, de 23 anos, irá a julgamento por homicídio qualificado. O réu é acusado de matar o ativista de direita Charlie Kirk durante um discurso na Universidade do Vale de Utah, em setembro de 2025, e pode enfrentar a pena de morte.
O magistrado Tony Graf acolheu o pedido da promotoria, que alega possuir diversas evidências de que Robinson disparou o tiro que atingiu o pescoço de Kirk. De acordo com a acusação, o réu utilizou um rifle de alta potência de cima de um telhado, a mais de 120 metros de distância, criando risco de morte para as mais de 3 mil pessoas presentes no evento ao ar livre.
O promotor Ryan McBride afirmou que o ataque foi motivador por discordância política. A acusação apresentou uma bala encontrada no rifle com a frase “Ei, fascista! PEGA!” e mensagens de texto em que o réu declarava ódio contra a vítima. Se a motivação política for comprovada, a pena contra Robinson poderá ser agravada.
A defesa de Robinson, representada pela advogada Staci Visser, contestou a classificação de homicídio qualificado. Visser argumentou que a vítima estava em um palco elevado e sem pessoas próximas, alegando que não houve evidência de ação direcionada a terceiros. A defesa também questionou a confiabilidade dos testes de DNA que vinculam o réu ao rifle e a uma ferramenta de gravação de cartuchos.
Em resposta, o promotor Chad Grunander informou que a arma do crime estava carregada com munições adicionais, o que indicaria que o acusado estava preparado para efetuar novos disparos. Robinson se declarou inocente de todas as acusações e se entregou à polícia um dia após o atentado.
A família de Kirk, que morreu aos 31 anos, classificou a decisão como um passo importante na busca por justiça. Em nota, os parentes mencionaram o impacto do crime para os filhos da vítima, que crescerão sem o pai. Kirk era líder da organização Turning Point USA e atuava na mobilização de jovens conservadores em apoio a Donald Trump.


