O juiz William Sullivan rejeitou, nesta quinta-feira (3), o pedido da defesa de Lindsay Clancy para retirar um jurado do julgamento por homicídio de seus três filhos em Massachusetts, nos Estados Unidos. A decisão ocorre após a defesa alegar que o membro do grupo estaria impedindo a chegada a um veredito unânime.
O advogado principal da ré, Kevin Reddington, afirmou que o jurado em questão estaria ignorando as instruções sobre o padrão de dúvida razoável, critério necessário para a condenação. O grupo já deliberou por cerca de 36 horas, permanecendo em impasse durante mais da metade desse período.
Sullivan interrogou cada jurado individualmente na sala do tribunal e reiterou as instruções sobre as provas. O magistrado declarou que dispensar um jurado durante a fase de deliberação é uma tarefa delicada, motivo pelo qual considerou a medida inapropriada. As sessões serão retomadas nesta sexta-feira (4).
Clancy, de 36 anos, é acusada de estrangular as crianças com faixas elásticas de exercício em janeiro de 2023. A defesa sustenta que a ex-enfermeira obstétrica sofria de psicose pós-parto e ouvia vozes que a incitavam a matar os filhos e a si mesma. Os promotores, porém, argumentam que o crime foi planejado friamente.
Caso o júri, composto por nove mulheres e três homens, não chegue a um consenso, o julgamento será anulado. Nessa hipótese, as acusações permaneceriam e a ré continuaria internada, cabendo aos promotores decidir por um novo julgamento com outro grupo de jurados.
Se condenada por homicídio em primeiro grau, a mulher enfrenta prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. Caso seja considerada inocente por motivo de insanidade, a sentença prevê a internação em instituição psiquiátrica estadual de segurança máxima.


