O juiz William Sullivan determinou, nesta terça-feira (1), que os jurados do caso Lindsay Clancy continuem as deliberações após informarem estar em um impasse. A mulher, de 36 anos, é acusada de homicídio pela morte por estrangulamento de seus três filhos, ocorrida em Massachusetts, nos Estados Unidos, em 2023.
Os jurados enviaram um bilhete ao magistrado afirmando que, após várias horas de discussão, não conseguiram chegar a uma decisão unânime. O juiz Sullivan ordenou o retorno do grupo à sala de deliberações, citando a complexidade do processo, que envolveu mais de 80 testemunhas e 300 provas apresentadas ao longo de quatro semanas de depoimentos no tribunal de Plymouth.
A falta de consenso resultaria em um júri sem veredito e na anulação do julgamento, sem condenação ou absolvição. Nesse cenário, as acusações de homicídio permaneceriam e a promotoria teria que decidir se levaria a ré a um novo julgamento com outro grupo de jurados.
Lindsay Clancy não nega ter matado as crianças — Cora, de cinco anos, Dawson, de três, e Callan, de oito meses — com faixas elásticas de exercício, mas se declarou inocente. O advogado de defesa, Kevin Reddington, argumenta que a cliente sofria de psicose pós-parto e teve alucinações com uma voz masculina que ordenava os crimes e o suicídio da mãe.
A promotora Jennifer Sprague rebateu a tese, afirmando que a ré tomou decisões premeditadas, como pedir que o marido saísse de casa e estrangular primeiro os filhos mais velhos para evitar resistência. A acusação sustenta que a ré é culpada e criminalmente responsável por seus atos.
Para a condenação, a promotoria deve provar que a ré cometeu o crime e era consciente de suas ações. Caso o júri considere a mulher culpada, deverá decidir entre homicídio em primeiro grau, segundo grau ou homicídio culposo. A opção pelo crime culposo é vista como um caminho para evitar a anulação do processo por falta de unanimidade.
No dia dos crimes, o marido da ré, Patrick Clancy, relatou tê-la encontrado ferida no quintal. A mulher havia cortado os pulsos e o pescoço, além de ter pulado da janela do segundo andar da residência, o que a deixou parcialmente paralisada.


