A juíza María Tardón, instrutora da Audiência Nacional, admitiu nesta quarta-feira (9) a inclusão do Governo da Espanha como acusação particular na investigação sobre a entrada irregular massiva de migrantes em Ceuta, ocorrida nos dias 30 e 31 de julho.
A decisão permite que a Abogacía del Estado participe das pesquisas. A magistrada fundamentou a medida ao considerar que o Reino da Espanha foi a parte prejudicada pelos eventos.
Tardón afirmou que existem indícios de que o episódio representou um ataque à soberania nacional e à independência do país. A decisão cita ainda a estabilidade do Estado e a integridade territorial como pontos afetados.
A investigação apura as circunstâncias da movimentação migratória ocorrida no final de julho. A juíza incluiu na fundamentação a defesa nacional e a segurança exterior do país.
A medida garante que o Estado possa atuar formalmente na acusação durante o processo judicial que analisa as irregularidades da entrada em massa na cidade autônoma de Ceuta.


