A Justiça determinou, nesta quarta-feira (2), a anulação do processo que investiga o assassinato do empresário Estevão Neves Pinto, de 41 anos, ocorrido em setembro de 2025 em Castanhal, no nordeste do Pará. A decisão foi divulgada pelos advogados de Rafael Mota Ribeiro, sócio da vítima e apontado como mandante do crime.
Uma perícia realizada durante a ação identificou problemas no acesso, na integridade e na autenticidade de arquivos usados como provas na investigação. Segundo a defesa, havia questionamentos sobre a confiabilidade do material reunido pelas autoridades desde o início do caso.
O perito responsável relatou dificuldades para acessar determinados arquivos e verificar se o conteúdo permanecia íntegro. Por causa dessas inconsistências, o Judiciário decidiu anular o processo e determinou que a apuração seja reiniciada com a produção de novas provas.
Os representantes de Rafael Mota Ribeiro pretendem pedir a revogação da prisão preventiva do cliente. Os advogados argumentam que a medida cautelar perdeu a justificativa diante da anulação do processo e dos problemas apontados na perícia.
Estevão Neves Pinto foi morto a tiros na manhã de 5 de setembro de 2025, enquanto deixava as duas filhas em uma escola na região central de Castanhal. Imagens de segurança registraram um homem descendo de uma motocicleta e atirando contra o empresário antes de fugir.
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios de Castanhal, identificou Matheus Lopes de Abreu como o executor dos disparos. A investigação apontava Rafael Mota Ribeiro como o responsável por planejar o assassinato. Com a nova decisão, a análise do conjunto de provas deve ser retomada do zero.


