A Justiça do Trabalho de Minas Gerais autorizou a retenção de até R$ 61,8 mil em planos de previdência privada de Renan Santos, candidato à Presidência da República pelo partido Missão. A medida, decidida na sexta-feira (28), busca garantir o pagamento de uma cobrança trabalhista que envolve outros 17 réus.
O despacho foi emitido pelo juiz Ordenisio Cesar dos Santos, titular da 2ª Vara do Trabalho de Betim. A decisão estabelece um prazo de dez dias para que uma seguradora informe se os devedores possuem aplicações de previdência. Caso haja saldo, o montante será retido até atingir o valor total da ação, calculado em R$ 61.803,71.
O processo começou em 2014, quando um pintor da Farbenplas Automotiva acionou a Justiça. O trabalhador cobrou verbas rescisórias, horas extras, depósitos de FGTS e adicional de insalubridade.
Em 2016, o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3) reconheceu os pedidos e responsabilizou pessoas físicas e jurídicas de forma solidária, incluindo Renan Santos na lista de pagadores.
A tentativa de penhora sobre fundos previdenciários ocorreu depois que buscas por contas bancárias, veículos, imóveis e outros ativos dos réus não surtiram efeito.
A equipe de Renan Santos informou que o candidato não se manifestará sobre o caso em razão de decisões judiciais.


