A Audiência Nacional iniciou nesta segunda-feira (7) o primeiro julgamento do chamado caso Lezo, que investiga supostas irregularidades cometidas por altos cargos do Partido Popular (PP) na Comunidade de Madri. O processo foca na compra da empresa colombiana Inassa, realizada em 2001, pelo ente público Canal de Isabel II.
A investigação judicial aponta a existência de um sobrepreço milionário na transação ocorrida há 25 anos. O caso coloca no banco dos réus cerca de 20 pessoas envolvidas na operação.
Entre os acusados estão Pedro Calvo Poch e Juan Bravo, que atuaram como conselheiros no governo autonômico de Alberto Ruiz-Gallardón. A Promotoria Anticorrupção requer a condenação de ambos a sete anos de prisão.
O julgamento marca a fase de vista oral do processo, etapa em que as provas e depoimentos são analisados pelo tribunal espanhol para determinar a responsabilidade dos ex-gestores públicos.
As irregularidades orbitam a gestão de recursos do Canal de Isabel II, órgão responsável pelo abastecimento de água na região de Madri, durante a aquisição da sociedade colombiana.


