Um laudo pericial apontou que o advogado Rodrigo Pantaleão teve morte natural. O defensor foi encontrado morto no dia 25 de junho, em Florianópolis, semanas após ganhar repercussão por concordar com a condenação do próprio cliente durante uma audiência criminal.
A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) confirmou a informação nesta terça-feira (1º). A corporação informou que a investigação sobre a morte segue em curso, mas já está em fase final. A equipe aguarda a entrega de outro laudo pericial, realizado no aparelho celular de Pantaleão, para enviar o procedimento ao Poder Judiciário.
O corpo do advogado foi localizado em um imóvel no bairro Itacorubi. A descoberta ocorreu depois que moradores do local relataram a emissão de um forte odor vindo da residência.
No início de junho, Pantaleão tornou-se conhecido por declarar que a defesa corroborava as afirmações da promotoria de Justiça durante uma sessão online. O cliente era acusado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) de tráfico de drogas, resistência à abordagem policial e porte de arma de fogo com origem falsificada.
Diante da manifestação do defensor, a juíza Carolina Ranzolin considerou o réu indefeso. Na ocasião, a magistrada determinou um prazo de três dias para que o homem encontrasse uma nova defesa técnica. O episódio levou a OAB-SC a acompanhar os desdobramentos do caso.


