Líderes dos setores de filantropia, negócios, academia e direito nos Estados Unidos alertam para a necessidade de as instituições reafirmarem a defesa de eleições livres e justas. O chamado ocorre a menos de 100 dias das eleições intermediárias de 2026, em meio a tensões sobre a integridade do sistema eleitoral.
O texto aponta que, nos últimos 18 meses, o Departamento de Justiça extinguiu agências governamentais responsáveis por proteger eleições contra interferências estrangeiras e auxiliar estados na administração do pleito. Segundo a análise, o governo federal tem tentado assumir o controle de processos que pertencem aos estados, tentativa que tribunais já consideraram ilegal em diversas ocasiões.
O presidente Donald Trump é citado por fazer alegações falsas sobre fraudes nas eleições de 2020 e nas intermediárias. O secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, teria ameaçado prender autoridades eleitorais locais que não respondessem a alegações de fraude do governo federal, as quais são descritas como não comprovadas.
Especialistas manifestam preocupação com a possibilidade de novas alegações falsas para questionar resultados, a recusa de autoridades estaduais em certificar apurações conforme a lei ou tentativas de impedir que membros da Câmara assumam seus cargos em janeiro.
Para mitigar os riscos, os autores sugerem que a comunidade empresarial utilize seus canais com o Executivo e o Congresso para exigir o respeito aos resultados. Também recomendam que líderes lembrem legisladores estaduais que mudanças repentinas nas regras eleitorais e alegações sem base de fraude prejudicam a reputação e o clima de negócios dos estados.
Outro ponto destacado é a situação dos administradores eleitorais locais, descritos como cidadãos comuns que têm sido alvo de assédio e ameaças. O texto propõe que as instituições incentivem funcionários a trabalharem como mesários e apoiem organizações cívicas apartidárias que defendam esses profissionais.


