O meia Lionel Messi anunciou a aposentadoria da seleção argentina nesta segunda-feira (1º). Em carta publicada em suas redes sociais, o jogador de 39 anos afirmou que a decisão foi tomada em julho, dois dias após a derrota para a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026.
Messi declarou que o momento era certo para a saída, mencionando a necessidade de permitir que a nova geração assuma a equipe sem a pressão imediata de títulos, visto que o próximo compromisso será a Copa América de 2028. O atleta também citou a morte do pai, que atuava como seu tutor na carreira.
A prioridade da federação agora é a renovação do contrato do técnico Lionel Scaloni, válido até dezembro. A manutenção do treinador é vista como essencial para facilitar a transição do elenco no período pós-Messi.
Apesar da saída do capitão, a equipe mantém lideranças como Rodrigo De Paul, Enzo Fernández, Lautaro Martínez, Alexis Mac Allister, Julián Álvarez e Emiliano Martínez. No esquema tático, a tendência é que Lautaro e Álvarez passem a atuar juntos no ataque.
A sucessão da camisa 10 é discutida entre nomes como Nico Paz, do Como 1907, Thiago Almada, do River Plate, e Franco Mastantuono, emprestado à Fiorentina. Mastantuono chegou a utilizar o número na última rodada das Eliminatórias contra o Equador.
Messi encerra sua trajetória na seleção com 125 gols e 65 assistências em 207 partidas. Ele é o único sul-americano a ultrapassar 100 gols por uma seleção nacional. O currículo inclui o título mundial de 2022, vices em 2014 e 2026, dois títulos da Copa América (2021 e 2024) e a Finalíssima de 2022.


