O influenciador Lito Sousa, de 59 anos, deixou o Hospital Israelita Albert Einstein nesta sexta-feira (4) após três semanas de internação. Ele dará prosseguimento ao tratamento contra a doença de Creutzfeldt-Jakob em sua residência, que foi adaptada com estrutura hospitalar para a implementação de cuidados paliativos.
A esposa do paciente, Mila Seidl, informou que o imóvel precisou de reformas para garantir a acessibilidade. Portas e o box do banheiro foram retirados, além de ajustes nos corredores para facilitar a movimentação do paciente. Segundo Seidl, a casa não possuía recursos suficientes para a nova rotina da família.
A estrutura de assistência domiciliar conta com dois enfermeiros por turno, totalizando quatro profissionais por dia. A família busca, no momento, incluir Lito Sousa em estudos experimentais para a condição neurológica, que é descrita pelo Ministério da Saúde como uma doença priônica, progressiva e fatal.
Os cuidados paliativos, adotados nesta fase do tratamento, são definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma abordagem para melhorar a qualidade de vida de pacientes com doenças que ameaçam a vida. O método foca no manejo da dor e de problemas físicos, psicossociais ou espirituais, podendo ser aplicado em casos terminais ou não.
A OMS estima que 56,8 milhões de pessoas necessitem desse suporte anualmente no mundo. A maior parte dos casos envolve doenças cardiovasculares (38,5%), câncer (34%) e doenças respiratórias crônicas (10,3%). A Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP) explica que o médico paliativista atua para amenizar o mal-estar causado pela enfermidade.
A doença de Creutzfeldt-Jakob provoca a deterioração rápida das funções cognitivas e motoras. De acordo com o Ministério da Saúde, a condição não possui terapia capaz de modificar seu curso, concentrando-se o tratamento no alívio dos sintomas. O diagnóstico definitivo da patologia só é possível por meio de necropsia com análise de fragmentos do cérebro.


