O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (3), que existe uma “indústria de advogados” tentando facilitar o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). A declaração ocorreu durante evento no Palácio do Planalto para anunciar a redução da fila de pedidos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Lula disse que profissionais que atuavam na advocacia trabalhista migraram para a previdenciária e utilizam redes sociais para atrair clientes. Segundo o presidente, há propagandas que sugerem a obtenção do benefício por sintomas simples, como tosse, e classificou a prática como ação de “gente picareta tentando arrumar um jeito de ganhar algum dinheiro”.
Ao rebater críticas sobre a concessão do BPC e do Bolsa Família, o presidente afirmou que a culpa costuma recair sobre as pessoas mais humildes. Ele declarou que a administração pública deve avaliar se o solicitante preenche os requisitos legais, concedendo o valor apenas a quem tem direito.
Os gastos com o BPC totalizaram R$ 81,7 bilhões entre janeiro e julho de 2026. O montante representa uma alta real de 5,1% em comparação ao mesmo período de 2025, após o desconto da inflação.
O evento contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e dos ministros Wolney Queiroz, da Previdência Social; Janine Mello, dos Direitos Humanos; Miriam Belchior, da Casa Civil; Esther Dweck, da Gestão e Inovação em Serviços Públicos; Wellington Dias, do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome; Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social; e Márcia Lopes, das Mulheres. A presidente do INSS, Ana Cristina Viana Silveira, também participou.


