O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o mercado financeiro nesta quinta-feira (10), durante entrevista ao SBT. Ao ser questionado sobre o equilíbrio das contas públicas e a dívida do país, o chefe do Executivo afirmou que a Faria Lima “só chora” e desconhece os conceitos de inclusão e a palavra social.
Lula defendeu a aplicação de recursos em educação em vez de manter taxas de juros que beneficiem o setor financeiro. O presidente declarou que a única inclusão conhecida pelo mercado é a de juros para receberem verbas que poderiam ser destinadas ao ensino.
A dívida bruta do Brasil está em 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o que equivale a R$ 10,9 trilhões. O índice registrou crescimento de 10,8 pontos percentuais durante o governo Lula 3.
Para um eventual quarto mandato, o petista informou que a prioridade será o investimento em ensino em tempo integral. O plano inclui a criação de novos cursos com foco em minerais críticos e inteligência artificial, visando a formação de brasileiros no setor digital.
Sobre a gestão fiscal, Lula afirmou que foi o único presidente do G20 a registrar superávit em todos os anos de seus dois primeiros mandatos, entre 2003 e 2010. Ele disse que ninguém no país tem autoridade para discutir responsabilidade fiscal com ele.
O presidente relatou que sua noção de gasto vem da experiência com a mãe, dona Lindu, resumindo a lógica de que se gasta apenas o que se tem. Lula afirmou que nem políticos nem banqueiros possuem coragem para debater o tema sob sua perspectiva.


