O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu entrevista ao SBT nesta quinta-feira (10) para responder a temas que pressionam sua candidatura à reeleição. O presidente abordou a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), a segurança pública e a economia, em um momento de empate técnico com Flávio Bolsonaro em simulações de segundo turno.
Sobre o STF, Lula afirmou que os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça devem pagar caso tenham cometido irregularidades. O presidente elogiou a atuação de Edson Fachin na tentativa de organizar a Corte e defendeu que a apuração de condutas é necessária para que o tribunal recupere a credibilidade. Lula também defendeu a implementação de mandatos para os ministros, argumentando que ninguém deveria permanecer 40 anos no cargo.
O presidente criticou os vazamentos seletivos atribuídos ao ministro André Mendonça, declarando que um magistrado não pode escolher informações de um processo para divulgar conforme interesses próprios. A declaração ocorre enquanto o PT reúne a direção e aliados para discutir a reação ao avanço de Flávio Bolsonaro e o impacto da crise no Judiciário.
Na economia, Lula admitiu que parte da população continua insatisfeita apesar da melhora nos indicadores. Ele comparou a alta dos alimentos em sua gestão com o período do governo de Jair Bolsonaro e citou a valorização do salário mínimo, o Bolsa Família e investimentos em educação. Sobre as contas públicas, rejeitou acusações de irresponsabilidade fiscal e criticou a reação do mercado financeiro.
Em relação à segurança pública, o presidente defendeu a criação de uma Guarda Nacional, maior investimento nas polícias Federal e Rodoviária Federal e a conversão de 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima. Lula afirmou que a segurança não será um terreno entregue à oposição.
Sobre as apostas online (bets), o presidente disse que pretende ouvir a sociedade antes de tomar uma decisão definitiva. Lula afirmou que, pessoalmente, acabaria com as apostas devido ao endividamento e aos impactos nas famílias. Sobre a queda nas pesquisas, disse que os números não o abalam, mas servem como retrato para orientar as próximas ações da campanha.

