O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem empatados com 41% das intenções de voto para o segundo turno, segundo a nova rodada da pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7). O cenário indica perda de terreno para o atual mandatário e ganho de fôlego para o candidato da direita.
Em julho, Lula vencia a disputa por 45% contra 37%. A mudança na relação de forças coincide com a crise interna no Supremo Tribunal Federal (STF) e as manifestações do feriado de 7 de Setembro. Enquanto o presidente participou de desfile institucional em Brasília, Flávio Bolsonaro realizou ato na avenida Paulista, em São Paulo, reunindo cerca de 28,5 mil pessoas.
O senador do PL tem utilizado a crise no STF para se apresentar como alguém capaz de corrigir o sistema por dentro. Flávio Bolsonaro afirmou que pretende proteger a Corte de Alexandre de Moraes e recuperar a credibilidade do Judiciário, focando os ataques no ministro e não na instituição para atrair eleitores independentes.
Para o governo, o alerta vem dos índices de avaliação. A aprovação de Lula caiu de 45% para 43%, enquanto a desaprovação subiu de 48% para 50% entre as duas últimas rodadas da Quaest. O saldo desfavorável de sete pontos ocorre a menos de um mês do primeiro turno, momento em que a campanha pretendia elevar a imagem do presidente.
Em Brasília, Lula acompanhou o desfile ao lado de autoridades como o presidente do STF, Edson Fachin, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O evento focou em temas de soberania nacional e combate à violência contra a mulher, mas foi marcado por gritos do público pedindo o fim da escala 6×1.
O Planalto avalia agora a possibilidade de indicar o desembargador Ricardo Couto, governador interino do Rio de Janeiro, para o Supremo. Há também pressão no Congresso para a substituição do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, embora interlocutores do presidente indiquem que a troca não deve ocorrer agora para evitar a ampliação da crise no governo.


