O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se com 16 representantes do empresariado brasileiro em jantar no Palácio da Alvorada, nesta segunda-feira (31), para discutir a economia do país. Durante o evento, Lula negou ter sofrido uma traição do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, embora tenha declarado irritação com a manutenção de juros altos.
O presidente afirmou que respeita as regras e o mandato da autoridade monetária. Lula comparou a gestão atual do BC com o período entre 2003 e 2010, quando Henrique Meirelles chefiou a instituição em seus dois primeiros mandatos, contrastando com a rotatividade de chefes ocorrida no governo de Fernando Henrique Cardoso.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente da República alegaram que a gestão anterior, de Jair Bolsonaro, deixou a economia em situação ruim, citando a conta de precatórios. Apesar disso, ambos declararam que os resultados atuais das contas públicas não são negativos. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a economia está cada vez mais ajustada e que o país segue no rumo certo.
O fundador do BTG Pactual, André Esteves, defendeu a necessidade de reduzir o déficit público para viabilizar a queda da taxa de juros. Esteves mencionou ter se encontrado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no último fim de semana, ocasião em que o republicano teria elogiado Lula.
A reunião, organizada pelo presidente do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, durou cerca de duas horas e 40 minutos. O encontro marcou a primeira reunião de Lula com empresários desde o início da campanha eleitoral. Entre os convidados estavam nomes de empresas como JBS, Amil, Gerdau e Itaú Unibanco.
A lista de presentes incluiu ainda os ministros Dario Durigan, Márcio Elias Rosa e Bruno Moretti, além dos presidentes do BNDES, Aloizio Mercadante, do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira.


