O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quarta-feira (9), a quebra completa do sigilo das investigações envolvendo o Banco Master. Em nota divulgada nas redes sociais, Lula classificou a situação como o maior crime financeiro da história do Brasil e afirmou que a transparência é necessária para evitar que vazamentos seletivos afetem a disputa eleitoral.
O pronunciamento ocorre durante uma crise no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o caso. O ministro André Mendonça, relator dos processos, tornou público um relatório da Polícia Federal que revelou trocas de mensagens entre o ex-banqueiro do Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes.
Mendonça solicitou ao presidente do STF, Edson Fachin, a abertura de uma investigação contra Moraes. Como desdobramento, o relator determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada.
A decisão de afastamento foi derrubada nesta quarta-feira (9) pelo ministro Flávio Dino, que determinou a reintegração imediata dos diretores aos seus cargos.
Lula afirmou que a divulgação da verdade deve seguir o exemplo da Operação Spoofing, conduzida pelo então ministro Ricardo Lewandowski. A ação, deflagrada em 2019, investigou a invasão de contas do Telegram de autoridades, como o ex-juiz Sergio Moro e procuradores da Operação Lava Jato.
O presidente cobrou que a quebra de sigilo atinja todos os envolvidos no caso Master, independentemente de quem sejam, para que o país tenha explicações sobre a crise institucional no Poder Judiciário.


