A aprovação do presidente Lula caiu para 45%, enquanto a desaprovação atingiu 48%, segundo pesquisa da Quaest divulgada nesta quarta-feira (2). Os dados indicam um cenário de empate técnico em simulação de segundo turno contra Flávio Bolsonaro e aumentam a imprevisibilidade para as eleições de 2026.
O favoritismo do atual presidente diminuiu desde agosto, após ter atingido os melhores índices em julho. Embora Lula mantenha a liderança numérica, o saldo entre aprovação e desaprovação é de três pontos negativos. Na métrica de rejeição, Flávio Bolsonaro registra 55%, dois pontos acima dos 53% atribuídos ao presidente.
A pesquisa aponta que 71% dos eleitores já definiram seu voto. Entre os 29% restantes, a candidatura do médico e coach Augusto Cury surge como surpresa ao conquistar 10% das intenções de voto.
Fatores como a queda do consumo das famílias no segundo semestre e acusações de tráfico de influência envolvendo Fabio Luís, filho do presidente, impactam a percepção do eleitor. Medidas recentes, como a liberação de crédito para motoristas de aplicativos, não alteraram a tendência de votos até o momento.
O cenário é influenciado também por crises institucionais. Denúncias contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o caso Dark Horse, que pesa contra Flávio Bolsonaro, são citados como elementos que afetam a imagem dos candidatos.
Apesar da perda de fôlego, o governo ainda dispõe do controle da máquina pública, maior tempo de televisão e a neutralidade de partidos do Centrão para a disputa pela reeleição.


