O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira (3), no Palácio do Planalto, a normalização da fila de pedidos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Durante a cerimônia, Lula rejeitou responsabilizar a Previdência Social pelo déficit público, contrapondo os custos do setor ao gasto anual de R$ 1,3 trilhão com juros da dívida pública.
Dados apresentados no evento indicam que os requerimentos pendentes no órgão caíram 59% entre janeiro e agosto, reduzindo de 3,073 milhões para 1,282 milhão. As solicitações com tempo de espera superior a 45 dias recuaram 86%, totalizando 261 mil casos. O prazo médio de tramitação dos pedidos caiu para 34 dias.
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, informou que a redução foi resultado de cinco ações: admissão de novos servidores, pagamento de bônus por produtividade, realização de mutirões aos fins de semana, teleatendimento pericial e perícia médica documental.
Lula argumentou que o crescimento econômico permite reajustes reais do salário mínimo e que a maior parte do orçamento da pasta consiste na devolução de contribuições feitas pelos trabalhadores. O presidente defendeu a manutenção do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) diante de críticas sobre o impacto nas contas do governo.
Embora tenha admitido a existência de fraudes no sistema, o presidente afirmou que as pessoas solicitam os auxílios por acreditarem ter o direito, defendendo o cumprimento dos critérios legais para as concessões. Lula relembrou sua atuação sindical nos anos 1970 para enfatizar que a estrutura pública deve ser ágil tanto na aprovação quanto na negativa fundamentada das solicitações.


