O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu nesta quarta-feira (2) a rejeição de acusações criminais de tráfico de drogas movidas nos Estados Unidos. A defesa argumenta que, na condição de chefe de Estado de um país soberano, ele possui imunidade judicial contra investigações e prisões em tribunais de outras nações.
O pedido foi apresentado ao tribunal federal de Manhattan. Maduro está preso preventivamente em uma unidade federal de Nova York desde 3 de janeiro, data em que foi detido durante uma operação norte-americana em Caracas. Na audiência de custódia, ele se declarou inocente das acusações.
Promotores dos Estados Unidos têm até o dia 2 de outubro para responder à solicitação. O tribunal deve tratar a questão em audiência marcada para 17 de novembro. Caso a tentativa de arquivamento seja negada, o julgamento do venezuelano ocorrerá em 1º de junho de 2027.
A Justiça pode rejeitar o pedido se seguir a diretriz do governo de Donald Trump. O gabinete do presidente dos Estados Unidos não reconhece Maduro como líder da Venezuela desde 2019, sob a justificativa de que as eleições de 2018 e a reeleição de 2024 foram fraudulentas.
Maduro nega a ocorrência de fraudes nos pleitos. Segundo ele, a posição adotada por Washington é motivada pelo interesse do governo norte-americano em controlar as reservas de petróleo da Venezuela.


