O pastor Silas Malafaia afirmou, nesta quarta-feira (2), que fará seu discurso mais rigoroso contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a manifestação de segunda-feira, 7 de setembro. A declaração ocorre enquanto a Polícia Federal investiga contratos entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do magistrado.
Malafaia relatou que as críticas ao ministro são recorrentes em suas falas e que as medidas judiciais adotadas contra ele, incluindo a apreensão de seu passaporte, seriam motivadas pelas denúncias que apresentou contra Moraes.
A apuração da Polícia Federal (PF) analisa documentos, mensagens e registros de encontros entre o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e o escritório Barci de Moraes, dirigido por Viviane Barci de Moraes. O ministro André Mendonça retirou o sigilo desses documentos na terça-feira (1).
O relatório da PF indica a existência de um contrato firmado em janeiro de 2024 entre o banco e o escritório. O documento previa 36 parcelas de R$ 3 milhões, somando R$ 108 milhões. Segundo a PF, uma das versões da minuta do contrato foi alterada por um usuário identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”.
Investigadores identificaram mensagens de Vorcaro em março e abril de 2025 afirmando estar com o ministro. Entre outubro e novembro de 2025, o banqueiro questionou o andamento de investigações relacionadas ao Banco Master em conversas com um contato salvo como “Alexandre de Moraes BRASILIA”.
Em nota, o escritório Barci de Moraes informou que Alexandre de Moraes foi consultado pelo setor de compliance antes da assinatura do contrato para checar impedimentos legais. O escritório afirmou que não havia previsão de atuação no STF em processos do Banco Master, motivo pelo qual o contrato foi firmado e os serviços prestados.


