Moradores de Ceuta realizaram uma manifestação nesta quarta-feira (2) para cobrar do governo a resolução da crise migratória na cidade autônoma. O ato, concentrado na Praça de África, reuniu grupos vindos de bairros periféricos que denunciam o abandono das instituições após a chegada massiva de migrantes no final de julho.
A mobilização ocorreu após a entrada de mais de 70 mil pessoas nos dias 30 e 31 de julho. Segundo os manifestantes, a permanência de milhares de migrantes nas ruas da cidade mantém a região em estado de alerta.
O presidente da cidade autônoma, Juan Jesús Vivas, do Partido Popular (PP), participou do evento e leu um manifesto. Vivas afirmou, em tom emocionado, que nunca tinha visto uma situação semelhante.
Melchor León, vice-presidente da Assembleia e deputado pelo Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), também integrou a marcha. O parlamentar informou que sua presença no ato causou atrito com a cúpula de seu partido.
Além da manifestação central em Ceuta, outras cidades realizaram atos de apoio à cidade autônoma nesta quarta-feira. O percurso do protesto principal uniu as áreas periféricas, as mais afetadas pelo fluxo migratório, até o centro da cidade.


