A mansão apontada como a mais cara do Brasil, avaliada em R$ 220 milhões, começou a ser demolida nesta sexta-feira (4) no Jardim Pernambuco, bairro do Leblon, no Rio de Janeiro. O imóvel dará lugar ao Estância Pernambuco, um condomínio fechado com dez casas de alto padrão em um terreno de 11,5 mil metros quadrados.
O novo empreendimento já teve sete unidades vendidas, com valores entre R$ 24 milhões e R$ 42 milhões. Os compradores são brasileiros, em maioria cariocas, incluindo advogados, empresários do mercado financeiro e nomes do agronegócio. Restam três casas disponíveis no projeto.
Os lotes terão entre 900m² e 1.800m², dimensões superiores à média de 500m² da região. As construções serão personalizadas com assinatura do arquiteto Thiago Bernardes, responsável pelo Museu de Arte do Rio (MAR). Todas as unidades terão vista para o Cristo Redentor, a Lagoa Rodrigo de Freitas e o mar.
As máquinas chegam ao terreno nesta sexta-feira para derrubar a estrutura remanescente, processo que deve durar três meses. Segundo Breno Elehep, diretor da incorporadora Mozak, apenas o esqueleto da residência será demolido para dar lugar às novas casas.
Nos últimos quatro meses, os antigos proprietários retiraram móveis, obras de arte, piso, sistema de refrigeração e mais de 70 janelas. Um leilão on-line oferece 1.681 itens do imóvel, como o portão de ferro da entrada principal, com lance mínimo de R$ 30 mil, e o corrimão da escadaria, a partir de R$ 2.200.
A área comum do condomínio contará com academia, campo de futebol, quadra de beach tennis, parquinho infantil e espaço para caminhada. O projeto prevê segurança reforçada, com a instalação de três portões até o acesso de cada residência.


