O Grupo Marabraz solicitou à Justiça de São Paulo a proteção contra cobranças de credores pelo prazo de 180 dias. O pedido, protocolado nesta quarta-feira (9) como emenda à petição de recuperação judicial apresentada em 15 de agosto, visa garantir a manutenção de serviços essenciais e a continuidade das operações da rede.
A varejista requer a manutenção do fornecimento de água, energia, internet e telefone, além da liberação de recursos financeiros bloqueados. A empresa também solicita que locadores com ordens de despejo não impeçam o acesso aos imóveis, permitindo o tempo necessário para a retirada de bens e mercadorias.
A Redecard, incluída na lista de fornecedoras consideradas indispensáveis ao funcionamento das lojas, contestou o enquadramento. A empresa de pagamentos informou à Justiça que o contrato com a Marabraz foi rescindido em 25 de novembro de 2025 por inadimplência acumulada e que seus serviços não fazem parte da cadeia produtiva do grupo.
O processo de recuperação judicial envolve um passivo de R$ 140,188 milhões e reúne cinco empresas ligadas à operação: Comercial de Móveis Jordanésia, S.V.C. Jaraguá Comercial, Comercial Móveis das Nações, Comercial Zena Móveis e Monta Móveis Prestadora de Serviços.
Segundo a companhia, a rede enfrenta dificuldades financeiras e de liquidez, mas mantém a atividade comercial viável. A empresa afirmou que a medida busca reorganizar as dívidas para assegurar a continuidade dos negócios, e informou que as lojas permanecem abertas.


